Campanha de Educação Antirracista mobiliza Escolas e Colégios Sociais Maristas
Ao longo do mês de novembro, unidades maristas promovem ações de enfrentamento ao racismo e valorização da diversidade étnico-racial no cotidiano escolar
A Campanha Consciência Negra, desenvolvida no âmbito do selo +Cuidado e Proteção, chega em 2025 com um foco claro: fortalecer uma educação antirracista nas Escolas e nos Colégios Sociais Maristas. Mais do que marcar uma data no calendário, a proposta é promover práticas educativas que enfrentem o racismo em suas diferentes formas e valorizem a história, a cultura e a identidade do povo negro no Brasil.
Alinhada às Leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que tornam obrigatório o ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena, a campanha incentiva que a temática da Consciência Negra esteja presente nas aulas, projetos e relações do dia a dia. O objetivo é ir além da denúncia das violências raciais: reconhecer a contribuição das populações negras para a sociedade, resgatar memórias muitas vezes apagadas e construir, em rede, uma cultura escolar que não tolere discriminação.
Entre os dias 2 e 28 de novembro, todas as unidades vão promover atividades envolvendo estudantes da Educação Infantil ao Ensino Médio, famílias, educadores e territórios, sempre com foco em escuta, diálogo, pertencimento e promoção dos direitos humanos.

Programação
Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, a campanha aposta em linguagens lúdicas para que as crianças reconheçam e respeitem as diferenças. Brincadeiras de origem africana, como “terra e mar” e cantigas como Olélé Molibá Makasi, ajudam a trabalhar coragem, coletividade e diversidade cultural. Já histórias como O Pequeno Príncipe Preto convidam os pequenos a nomear o que amam em si mesmos, falar de afeto e aprender, desde cedo, que todos têm o direito de se ver representados com carinho e dignidade.
Nos Anos Finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, as propostas estimulam pensamento crítico e protagonismo juvenil. Roteiros como “De onde vem o meu nome?” e “O que é racismo e quem deve combatê-lo?” convidam os estudantes a refletir sobre identidade, ancestralidade e desigualdades estruturais. Leituras e debates a partir de obras como Pequeno manual antirracista, de Djamila Ribeiro, e O perigo de uma história única, de Chimamanda Ngozi Adichie, ajudam a problematizar estereótipos, questionar a ausência de pessoas negras em espaços de poder e pensar, em conjunto, caminhos concretos para uma escola antirracista.
A campanha também coloca em evidência a importância da linguagem e das atitudes cotidianas. Atividades sobre vocabulário antirracista e sobre “piadas” que ferem ajudam a perceber como o racismo pode se esconder em expressões aparentemente inofensivas.
Ao integrar a Campanha Consciência Negra ao selo +Cuidado e Proteção, as Escolas e os Colégios Sociais Maristas reafirmam que combater o racismo também é proteger a vida, a autoestima e o projeto de futuro de crianças, adolescentes e jovens. Mais do que um conjunto de ações em novembro, trata-se de um processo formativo contínuo, que atravessa o currículo, as relações e o jeito marista de educar: com presença significativa, respeito à diversidade e compromisso com a transformação social.

